Utentes da Linha de Sintra protestaram contra a degradação do serviço

Créditos da imagem: Tiago Alves Miranda, via Flickr.

Pelo menos cinco pessoas concentraram-se na manhã desta terça-feira na estação ferroviária da Amadora, em protesto pelas más condições de que a Linha de Sintra tem sido alvo.

Os utentes manifestaram-se contra os atrasos e as supressões de comboios que diariamente têm afetado as suas rotinas. De modo a chamar a atenção para a degradação do serviço prestado, foram empunhados cartazes através dos quais se podia ler frases como “Basta de viajar como sardinha em lata”, “Mais investimento”, ou “Chega de de atrasos”. Os clientes dos comboios que diariamente ligam Sintra e Meleças a Lisboa e Alverca do Ribatejo exigem a melhoria das condições de transporte.

“Há comboios suprimidos, atrasos diários, falta de higiene, desconforto e, nos últimos meses, a situação agravou-se com a chegada do passe Navegante, que veio trazer mais utentes para a linha — mas os comboios são os mesmos“, explicou Vasco Ramos, da Comissão de Utentes da Linha de Sintra, em declarações ao jornal Observador. Ainda de acordo com Vasco Ramos, a CP não tem capacidade de resposta, pelo que, a curto prazo, não será encontrada nenhuma solução que permita resolver estes problemas.

“Esta estação [da Amadora] até nem é das piores, mas temos algumas em que chove lá dentro, outras estão muito degradadas e não estão aptas a servir as pessoas no século XXI, como a de Algueirão-Mem Martins, e outras são verdadeiras relíquias“, acrescenta Vasco Ramos, que refere ainda que já teve audiências nas câmaras da Amadora e de Sintra, com efeitos nulos. “O que nos dizem é que vão ver, mas depois não concretizam”, disse.

Nos últimos meses, a CP – Comboios de Portugal tem registado um aumento do número de passageiros, e muito contribuiu os passes sociais, medida que foi introduzida em abril do último ano, em duas modalidades: 40 euros para toda a Área Metropolitana de Lisboa (Navegante Metropolitano), e 30 euros para um só concelho (Navegante Municipal), além dos passes familiares, com um valor máximo de 80 euros. No entanto, os problemas sucedem-se, isto porque a CP atravessa um grave problema de falta de material circulante, com várias automotoras inutilizadas.

Já no último mês de novembro, a Câmara de Sintra anunciou que ia exigir do Governo e da CP um plano de investimentos para o reforço de meios humanos e do material circulante na Linha de Sintra, na sequência da “degradação do serviço”, que diariamente prejudica milhares de passageiros.

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