
A manhã desta quinta-feira, dia 06 de fevereiro, foi de sobressalto para o setor ferroviário italiano. Um comboio de alta velocidade que fazia a ligação entre as estações de Frecciarossa e Salerno descarrilou, tendo colidido com outra composição, mas do serviço regional, em Lodi, no norte de Itália.
O descarrilamento deu-se por volta das 05h35 na província de Lodi, praticamente 25 minutos após ter iniciado a sua marcha. Ao todo, seguiam a bordo 33 passageiros naquela que foi a primeira ligação do dia na linha Milão-Bolonha, de acordo com o jornal italiano Corriere Della Sera.
Do acidente, resultaram dois mortos e 31 feridos. As vítimas mortais eram o maquinista e um funcionário da empresa State Railways, cujos corpos acabaram por ser projetados a centenas de metros do local do acidente. Por outro lado, os feridos foram transportados para os hospitais de Lodi, Melegnano, Crema, Placência, Castel San Giovanni e Humanitas, em Milão, sendo que nenhum deles corre risco de vida.
De acordo com análises efetuadas depois do acidente, a locomotiva do comboio foi a primeira a descarrilar, tendo colidido com a carruagem de outro comboio, que estava estacionado numa via paralela, bem como contra um edifício situado junto à linha férrea. Já as restantes carruagens do comboio continuaram a circular durante alguns metros, até ao descarrilamento de uma segunda carruagem, de acordo com o jornal La Repubblica.
O mesmo jornal refere que ambas as duas composições circulavam com atraso na altura em que se deu o acidente: enquanto o atraso do comboio de alta velocidade rondava uma hora, o comboio regional circulava entre 10 e 15 minutos atrasado. Ambos pertenciam à companhia Trenord.
Em declarações aos meios de comunicação social, o presidente da autarquia de Lodi afirmou que só o facto de este ter sido o primeiro comboio do dia evitou “uma carnificina”.
Após a ocorrência, os meios de socorro chegaram de forma imediata ao local, tendo estado envolvidos dezenas de veículos de emergência, incluindo dois helicópteros.