Desde sempre que me considero um entusiasta ferroviário. Gosto de ficar a par das novidades relacionadas com o mundo ferroviário.
Atualmente, pertenço ao CEC - Clube de Entusiastas do Caminho de Ferro, uma associação que tem como objetivo a preservação do património ferroviário, através de palestras, passeios, encontros temáticos de modelismo, e outras iniciativas.
Sou um apaixonado pela comunicação social, e futuramente, gostaria de exercer funções na área de jornalismo digital.
No dia 22 de fevereiro de 2020 decorreu a inauguração da exposição intitulada “Linha do Oeste: Passado, Presente e Futuro”. São várias as entidades que aceitaram o desafio da comissão de defesa da Linha do Oeste e participaram no arquivo fotográfico da exposição com os seus registos fotográficos, como é o caso do CEC – Clube de Entusiastas do Caminho de Ferro.
De recordar que, em outros tempos, a Linha do Oeste, que liga as estações de Agualva-Cacém e Figueira da Foz, já esteve em risco de fechar, devido à crise económico-financeira. No entanto, tal decisão foi travada pela população e pelo meio associativo. Caso esta medida se concretizasse, surgiriam consequências graves que se iriam refletir no acesso às praias durante o verão, na transferência de vários comboios de mercadorias para o modo ferroviário, e na eliminação de uma redundância fundamental à Linha do Norte.
E são precisamente alguns destes pontos que poderão ser abordados na exposição, na medida em que a Linha do Oeste tem um papel fundamental a desempenhar na região, e tal só será possível com a modernização e a melhoria da oferta exigida há anos pela comissão de defesa. Através desta exposição, procura-se contribuir para a divulgação da história e do papel fundamental que esta linha pode e deve cumprir no futuro.
A exposição pode ser visitada até ao próximo dia 08 de março (domingo) no Museu do Ciclismo das Caldas da Rainha, sendo que no dia 07 de março (sábado), pelas 15h, realiza-se uma sessão-debate sobre o futuro da Linha do Oeste.
No próximo dia 07 de março (sábado), o CEC – Clube de Entusiastas do Caminho de Ferro organiza mais um encontro de modelismo ferroviário.
Depois das “locomotivas gigantes”, a temática do evento estará centrada nas “pequenas locomotivas”. Como tem vindo a ser hábito, neste dia o clube estará de portas abertas aos modelistas que queiram meter a circular na maquete as suas miniaturas, bem como a todos aqueles que pretendam inscrever-se como sócios.
O evento realiza-se entre as 15h30 e as 18h30 na sede, situada junto à estação ferroviária de Braço de Prata, em Lisboa, e promete proporcionar mais uma ótima tarde de convívio ferroviário entre entusiastas e amigos.
A UTD 592-203 a efetuar o Regional 6413 com destino às Caldas da Rainha, no dia 08 de agosto de 2019. Créditos da imagem: Ruben Ramalho
Nos próximos dias 21, 24, 26 e 27 de fevereiro, a CP prepara-se para dar início a mais uma série de marchas de formação de maquinistas. Desta vez, será a vez das automotoras espanholas da série 592, vulgarmente conhecidas por ‘Camellos’, visitarem a Linha do Alentejo, algo que poderá ser digno de registos fotográficos, uma vez que são raras as aparições destes comboios a sul do país.
As marchas de formação de maquinistas partem de Lisboa-Santa Apolónia às 10h25 e chegam a Beja pelas 12h47. Pelo caminho, efetuam paragens técnicas nas estações de Entrecampos, Sete Rios, Pragal, Pinhal Novo, Pegões, Vendas Novas, Torre da Gadanha, Casa Branca, Vila Nova da Baronia e Cuba. Por outro lado, o regresso está agendado para as 14h25 a partir de Beja, com chegada prevista a Lisboa-Santa Apolónia às 17h10, seguindo a mesma lei de paragens, mais a estação do Poceirão.
Não se sabe ao certo se estas marchas terão como intuito a futura integração de maquinistas nas linhas do Minho, Douro e Oeste, onde as 592 prestam serviços de passageiros, ou a possível alteração de material circulante dos comboios Intercidades que ligam Casa Branca a Beja, aproveitando o reforço, a partir do dia 01 de março, de mais oito carruagens Schindler recentemente recuperadas em Guifões para efetuarem comboios Regionais e InterRegionais na Linha do Douro, o que poderá libertar mais automotoras desta série para outras linhas não eletrificadas, a par com a série 0450 (UDD). Mas uma coisa é certa: esta será uma rara ocasião para obter registos fotográficos com as automotoras alugadas a Espanha em locais pouco habituais.
A locomotiva 2601 da CP à passagem pela estação de Albergaria dos Doze, numa marcha de formação de maquinistas com destino ao Entroncamento. Créditos da imagem: Ruben Ramalho.
No passado dia 15 de fevereiro tive a oportunidade de ir a Albergaria dos Doze com um grupo de amigos, com o objetivo de filmar as marchas de formação da locomotiva 2601 da CP, que voltou ao ativo depois de ter estado encostada desde 2011. A escolha da estação não foi ao acaso, uma vez que esta dispõe de plataformas em curva.
Assim, enquanto entusiasta ferroviário soube que não podia perder a oportunidade de registar aquela que foi considerada uma das locomotivas mais rentáveis da CP. Deste modo, optámos por apanhar no Oriente o comboio Intercidades nº 722, com partida às 09h39. Seguiu-se uma breve paragem em Caxarias, para efetuarmos o transbordo para o Regional nº 4513, com chegada a Albergaria dos Doze pelas 11h27. Enquanto esperávamos pelo Regional em Caxarias, tivemos a oportunidade de filmar a partida do Intercidades nº 722 para Braga, bem como um comboio de mercadorias da Medway, que passou sem parar pela estação.
A foto de grupo dentro do Intercidades nº 722.
O Intercidades nº 722 a fazer uma paragem em Caxarias.
O Intercidades nº 722 a fazer uma paragem em Caxarias.
O edifício da estação de Caxarias.
Um comboio de mercadorias da Medway a passar pela estação de Caxarias.
A chegada do Regional nº 4513 à estação de Caxarias.
Indicação da paragem em Albergaria dos Doze.
Partida do Regional nº 4513.
Uma vez chegados à estação de Albergaria dos Doze, foi hora de estudarmos o spot e fazer testes em termos de luz, imagem, brilho, qualidade do som, etc. Até à passagem da 2601, houve tempo para registar outros tipos de comboios, como uma dresine (veículo de inspeção) da IP – Infraestruturas de Portugal, um Regional para o Entroncamento, mais um comboio de mercadorias da Medway, e, por fim, um Intercidades com destino para Lisboa.
O edifício da estação de Albergaria dos Doze.
O edifício da estação de Albergaria dos Doze.
A inscrição do nome da estação.
Eu junto à inscrição do nome da estação.
O interior da sala de espera da estação de Albergaria dos Doze.
Passagem de uma dresine da IP – Infraestruturas de Portugal.
Passagem de uma dresine da IP – Infraestruturas de Portugal.
Passagem de um comboio de mercadorias da Medway.
Passagem de um comboio de mercadorias da Medway.
O Regional nº 4508 para o Entroncamento.
Partida do Regional nº 4508 para o Entroncamento.
Eram cerca de 12h43 quando a tão aguardada locomotiva laranja passou a estação de Albergaria dos Doze, trazendo consigo sete carruagens normalmente afetas ao serviço Intercidades.
Passagem da locomotiva 2601 com sete carruagens dos Intercidades para o Entroncamento.
O Regional 4508 para o Entroncamento.
O Regional 4508 para o Entroncamento.
O Regional 4508 para o Entroncamento.
O Regional 4508 para o Entroncamento.
O Regional 4508 para o Entroncamento.
Depois de filmarmos a marcha, fomos almoçar no restaurante “O Albergue”, situado a 300 metros da estação. Pelo caminho, fomos descobrindo os recantos de Albergaria dos Doze, incluindo uma antiga paragem da extinta empresa Rodoviária Nacional antigo automóvel pendurado em cima de uma árvore.
Uma antiga paragem da extinta empresa Rodoviária Nacional.
Um automóvel antigo em cima de uma árvore… Vai-se lá saber como foi lá parar.
Um automóvel antigo em cima de uma árvore… Vai-se lá saber como foi lá parar.
Componentes do automóvel pendurado na árvore.
Vista para a estação de Albergaria dos Doze.
Entrada do restaurante “O Albergue”.
O belo bitoque do restaurante “O Albergue”.
Uma imagem do São João.
Uma placa alusiva à reauqlificação da Fonte de São João, perto da estação.
Uma placa com uma citação do Gaspar Andrade.
Passagem de um Intercidades pela estação de Albergaria dos Doze.
Passagem de um Intercidades pela estação de Albergaria dos Doze.
Vista para a plataforma da linha nº 2 da estação de Albergaria dos Doze.
O Regional nº 4510 para o Entroncamento.
Partida do Regional nº 4510 para o Entroncamento.
Depois de almoço, voltámos para a estação, com o objetivo de filmar o regresso da 2601 a Contumil, no Porto. Desta vez, tivemos direito a buzinadelas, tendo em conta que os maquinistas da formação sabiam que se iam cruzar connosco. Eram umas 14h50 quando a marcha passou por Albergaria dos Doze.
O vídeo do regresso da CP 2601 a Contumil, no Porto. Créditos das imagens: Ruben Ramalho.
Uma vez que o próximo comboio para o Entroncamento seria apenas às 17h36, optámos por dar mais uma volta por Albergaria dos Doze, e filmar alguns comboios perto do túnel ferroviário da localidade. Um Alfa Pendular, um Regional para Coimbra e três Intercidades foram os comboios que conseguimos registar nesta magnífica tarde de sábado.
As flores que dão um toque único a Albergaria dos Doze.
Pela estrada fora, lá fomos spottar…
Mais uma foto de grupo.
O túnel ferroviário de Albergaria dos Doze.
Vista para o estádio do ARCUDA – Associação Recreativa Cultural e Desportiva de Albergaria dos Doze.
Vista para o estádio do ARCUDA – Associação Recreativa Cultural e Desportiva de Albergaria dos Doze.
Um Intercidades a caminho de Lisboa.
Um Alfa Pendular renovado a caminho de Lisboa.
Um Alfa Pendular renovado a caminho de Lisboa.
O Regional 4517 para Coimbra a aproximar-se da estação de Albergaria dos Dozes.
O Regional 4517 para Coimbra a aproximar-se da estação de Albergaria dos Dozes.
Mais um comboio Intercidades a caminho de Lisboa.
Mais um comboio Intercidades a caminho de Lisboa.
Mais um comboio Intercidades a caminho de Lisboa.
Mais um comboio Intercidades a caminho do Porto.
Assim, e conforme estipulado nos horários, o Regional nº 4512 chegou à tabela à estação de Albergaria dos Doze. Desta vez, fomos até ao fim da linha, no Entroncamento, onde esperámos pelo Regional nº 4432 com destino a Lisboa. Os cerca de 30 minutos de espera foram produtivos, na medida em que deram para filmar a passagem de um comboio de mercadorias da Medway, a chegada do Regional de Badajoz, com a automotora Allan 0362, um Regional para Tomar, e um Intercidades para o Porto.
A chegada do Regional 4512 para o Entroncamento.
Chegada ao Entroncamento.
Passagem de um comboio de mercadorias da Medway.
Uma UTE 2000 à espera de reparação junto ao Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento.
A Allan 0360, de reserva para os Regionais da Linha do Leste.
O interior da Allan 0360, desligada.
Chegada da Allan 0362 procedente de Badajoz.
As duas Allans “resistentes” nos caminhos-de-ferro portugueses.
Partida da Allan 0362, a fim de efetuar manobras.
Uma gravura da locomotiva D. Luiz, no bar da estação do Entroncamento.
Vista para o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento.
O painel eletrónico de partidas da estação do Entroncamento.
Às 18h44 chegou o Regional nº 4432 com destino a Lisboa-Santa Apolónia, marcando o fim de mais uma magnífica aventura ferroviária.
Chegada do Regional nº 4432 para o Entroncamento.
Uma foto de grupo no comboio para Lisboa.
Aproveitando os reflexos dos vidros do comboio.
A estação do Setil, à noite.
Aproveitando uma paragem de sete minutos no Setil para tirar uma foto de fora do comboio.
Foi sem dúvida um ótimo dia, passado em bela companhia, que me permitiu voltar a ver pelos meus próprios olhos uma locomotiva que esteve nove anos encostada, e finalmente voltou a receber uma nova oportunidade por parte da CP, dando provas de que foi um erro terem abatido esta série. Recorde-se que, apesar de estas marchas de formação serem efetuadas na Linha do Norte, será na Linha do Minho que estas locomotivas prestarão serviços de passageiros, ao fazerem regionais entre Porto e Viana do Castelo, e mais tarde a Valença, assim que estiverem concluídas as obras de eletrificação a norte de Viana do Castelo.
A locomotiva E214 da CP com o Comboio Histórico do Vouga no dia 14 de dezembro de 2019. Créditos da imagem: Nelso M. Silva.
A CP – Comboios de Portugal anunciou recentemente novidades para a edição de 2020 do Comboio Histórico do Vouga, que liga Aveiro a Macinhata do Vouga. Na prática, tais novidades prendem-se com a realização de novas viagens e o reforço da oferta de carruagens históricas que futuramente integrarão este produto turístico.
Assim, no período do Carnaval irão existir duas viagens, agendadas para os próximos dias 22 e 23 de fevereiro. Nestas datas, a composição histórica, formada pela locomotiva a vapor E214 e três carruagens datadas de 1908, 1913 e 1925, irá ser reforçada com uma carruagem “napolitana”, construída pela empresa Officine Ferroviarie Meridionali SA em 1931 e recentemente recuperada nas oficinas da CP em Contumil, após ter estado parqueada em Sernada do Vouga sem utilização. Assim, e uma vez que o salão de passageiros da “napolitana” conta com 30 lugares, a oferta do Comboio Histórico do Vouga para o fim-de-semana do Carnaval passará a contar com 174 lugares.
Ensaios da carruagem “napolitana” para o Comboio Histórico do Vouga. Créditos da imagem: Manuel Moreira.
Por outro lado, para o período da Páscoa também estão previstas novidades no Comboio Histórico do Vouga, com a integração de outra carruagem histórica, construída em 1908 nas Oficinas Gerais do Barreiro, e que atualmente se encontra a ser recuperada.
A carruagem que irá reforçar o Comboio Histórico do Vouga no período da Páscoa. Créditos da imagem: Manuel Moreira.
Com estas medidas, a CP continua a sua aposta no segmento das viagens de lazer e turismo, com destaque para os comboios históricos, o que contribui para o desenvolvimento da atividade económica da região.
Em breve, os programas para estas viagens serão disponibilizados no site da CP.
Um veículo do tipo Tram-train em Campanhã, iniciando mais uma viagem na linha C com destino ao Fórum da Maia. Créditos da imagem: Tiago Miranda, via Flickr.
O Metro do Porto retoma na próxima segunda-feira a sua normal disponibilidade de viaturas e cumprimento de horários, após a conclusão da reparação do equipamento de apoio à travagem de emergência.
De acordo com um comunicado citado pela agência Lusa, a empresa revela que “até ao final desta semana, os trabalhos de manutenção programada na frota Tram-train ficam concluídos, permitindo que, a partir de segunda-feira, com todas as unidades operacionais, seja retomada a disponibilidade habitual de veículos”. Para além disso, será possível fixar o limite de velocidade para 80 quilómetros por hora nestas composições, que estavam com problemas na fixação dos patins eletromagnéticos de apoio à travagem de emergência.
Assim, a Metro do Porto garante que voltará a haver “um cumprimento dos horários, na medida em que deixa de ser necessário realizar inspeções aos veículos no início de cada viagem”, e que à partida existirá “um desvio face ao planeado”, no que toca à recuperação da normalidade da circulação do Metro. Em consequência, na hora de ponta da tarde um dos serviços será efetuado com uma unidade simples, em vez de uma composição dupla.
Recorde-se que no passado dia 02 de janeiro um dos veículos da Metro do Porto, da tipologia Tram-train, descarrilou na estação de Campanhã, o que levou à interrupção do troço entre Heroísmo e Estádio do Dragão, sem contudo causar feridos. O acidente está relacionado com problemas no sistema de travagem.
Composição circulava entre as estações de Frecciarosa e Salerno, na linha Milão-Bolonha. Créditos da imagem: Miguel Medina/Agence France-Presse — Getty Images.
A manhã desta quinta-feira, dia 06 de fevereiro, foi de sobressalto para o setor ferroviário italiano. Um comboio de alta velocidade que fazia a ligação entre as estações de Frecciarossa e Salerno descarrilou, tendo colidido com outra composição, mas do serviço regional, em Lodi, no norte de Itália.
O descarrilamento deu-se por volta das 05h35 na província de Lodi, praticamente 25 minutos após ter iniciado a sua marcha. Ao todo, seguiam a bordo 33 passageiros naquela que foi a primeira ligação do dia na linha Milão-Bolonha, de acordo com o jornal italiano Corriere Della Sera.
Do acidente, resultaram dois mortos e 31 feridos. As vítimas mortais eram o maquinista e um funcionário da empresa State Railways, cujos corpos acabaram por ser projetados a centenas de metros do local do acidente. Por outro lado, os feridos foram transportados para os hospitais de Lodi, Melegnano, Crema, Placência, Castel San Giovanni e Humanitas, em Milão, sendo que nenhum deles corre risco de vida.
De acordo com análises efetuadas depois do acidente, a locomotiva do comboio foi a primeira a descarrilar, tendo colidido com a carruagem de outro comboio, que estava estacionado numa via paralela, bem como contra um edifício situado junto à linha férrea. Já as restantes carruagens do comboio continuaram a circular durante alguns metros, até ao descarrilamento de uma segunda carruagem, de acordo com o jornal La Repubblica.
O mesmo jornal refere que ambas as duas composições circulavam com atraso na altura em que se deu o acidente: enquanto o atraso do comboio de alta velocidade rondava uma hora, o comboio regional circulava entre 10 e 15 minutos atrasado. Ambos pertenciam à companhia Trenord.
Em declarações aos meios de comunicação social, o presidente da autarquia de Lodi afirmou que só o facto de este ter sido o primeiro comboio do dia evitou “uma carnificina”.
Após a ocorrência, os meios de socorro chegaram de forma imediata ao local, tendo estado envolvidos dezenas de veículos de emergência, incluindo dois helicópteros.
Créditos da imagem: Tiago Alves Miranda, via Flickr.
Pelo menos cinco pessoas concentraram-se na manhã desta terça-feira na estação ferroviária da Amadora, em protesto pelas más condições de que a Linha de Sintra tem sido alvo.
Os utentes manifestaram-se contra os atrasos e as supressões de comboios que diariamente têm afetado as suas rotinas. De modo a chamar a atenção para a degradação do serviço prestado, foram empunhados cartazes através dos quais se podia ler frases como “Basta de viajar como sardinha em lata”, “Mais investimento”, ou “Chega de de atrasos”. Os clientes dos comboios que diariamente ligam Sintra e Meleças a Lisboa e Alverca do Ribatejo exigem a melhoria das condições de transporte.
“Há comboios suprimidos, atrasos diários, falta de higiene, desconforto e, nos últimos meses, a situação agravou-se com a chegada do passe Navegante, que veio trazer mais utentes para a linha — mas os comboios são os mesmos“, explicou Vasco Ramos, da Comissão de Utentes da Linha de Sintra, em declarações ao jornal Observador. Ainda de acordo com Vasco Ramos, a CP não tem capacidade de resposta, pelo que, a curto prazo, não será encontrada nenhuma solução que permita resolver estes problemas.
“Esta estação [da Amadora] até nem é das piores, mas temos algumas em que chove lá dentro, outras estão muito degradadas e não estão aptas a servir as pessoas no século XXI, como a de Algueirão-Mem Martins, e outras são verdadeiras relíquias“, acrescenta Vasco Ramos, que refere ainda que já teve audiências nas câmaras da Amadora e de Sintra, com efeitos nulos. “O que nos dizem é que vão ver, mas depois não concretizam”, disse.
Nos últimos meses, a CP – Comboios de Portugal tem registado um aumento do número de passageiros, e muito contribuiu os passes sociais, medida que foi introduzida em abril do último ano, em duas modalidades: 40 euros para toda a Área Metropolitana de Lisboa (Navegante Metropolitano), e 30 euros para um só concelho (Navegante Municipal), além dos passes familiares, com um valor máximo de 80 euros. No entanto, os problemas sucedem-se, isto porque a CP atravessa um grave problema de falta de material circulante, com várias automotoras inutilizadas.
Já no último mês de novembro, a Câmara de Sintra anunciou que ia exigir do Governo e da CP um plano de investimentos para o reforço de meios humanos e do material circulante na Linha de Sintra, na sequência da “degradação do serviço”, que diariamente prejudica milhares de passageiros.
Realizou-se na sede do CEC – Clube de Entusiastas do Caminho de Ferro mais um encontro de modelismo temático, desta vez dedicado às “Locomotivas Gigantes”.
Entre os vários modelos presentes no evento, trazidas por alguns sócios, destacam-se uma 2-8-8-2 X3671 da Union Pacific, uma Alco PA da Southern Pacific, a Borsig Kriegslokomotive DRB 53 001, e uma Krokodil Ce 6/8 da SBB. Mais tarde foi ainda possível ver uma segunda Krokodil austríaca, uma E94, uma E95 e uma BR 03, todas alemãs, sendo modelos que representaram fabricantes como a Märklin, a Roco, a Fleischmann, a Brawa, e ainda, a linha de produtos Proto 2000.
Créditos da imagem: Ruben Ramalho.
Créditos da imagem: Ruben Ramalho.
Créditos da imagem: Ruben Ramalho.
Créditos da imagem: Ruben Ramalho.
Tendo em conta a afluência ao evento, é expectável que a secção de modelismo do CEC opte no futuro por repetir o tema, na medida em que existem muitas outras representações que são elegíveis de marcar presença nestes encontros, nomeadamente a francesa CC 40100 da SNCF, a alemã 103 da Deutsche Bundesbahn (DB), as suecas Dm e Dm3, as portuguesas 1960 e 1800 da CP – Comboios de Portugal, e ainda, as imponentes pacific e mountain produzidas por conhecidos fabricantes de modelos à escala, entre outras possibilidades.
Estes encontros temáticos de modelismo ferroviário decorrem nos primeiros sábados de cada mês na sede do CEC, junto à estação de Braço de Prata, em Lisboa. E não obstante, para o próximo dia 07 de março foi anunciado o evento das “Pequenas Locomotivas”, que também será uma autêntica estreia na história do clube, e claro que todos os modelistas estão convidados a participar.
A Fertagus, empresa que explora a ligação ferroviária entre Lisboa e Setúbal, via Ponte 25 de Abril, procedeu esta segunda-feira, dia 03 de fevereiro, a mais uma alteração nos horários em vigor.
Tal ajuste consiste no reforço das ligações para a Margem Sul, com a introdução de uma nova ligação com destino a Coina. De acordo com um comunicado da transportador privada, este reforço tem partida de Roma-Areeiro pelas 16h33, com hora de chegada a Coina às 17h06, sendo efetuado com uma composição dupla (comboios com oito carruagens). Em simultâneo, também o suburbano com partida de Roma-Areeiro às 16h23 com destino a Coina será efetuado com um comboio duplo.
Esta é uma das medidas implementadas pela Fertagus para responder face ao aumento da procura provocada pela introdução dos passes sociais Navegante em abril de 2019, que tiveram um grande impacto nos operadores de transporte da Área Metropolitana de Lisboa, tendo, no caso da Fertagus, permitido que só no último ano mais de 24 milhões de passageiros viajassem através do denominado “Comboio da Ponte”, o que representa mais 14% face aos 21 milhões de passageiros transportados em 2018.
Outra medida implementada pela Fertagus neste sentido consistiu na formação e contratação de mais maquinistas, com o objetivo de garantir mais horários e maior fluidez nos seus serviços, o que resultou num aumento em 10% no número de ligações entre Lisboa e Setúbal. De igual modo, também foram contratados mais operadores comerciais, para garantir um alargamento do horário de funcionamento das bilheteiras.
Para além de ajustes aos horários, a Fertagus também prevê, em 2020, oferecer mais 48 lugares por comboio, ao modificar o interior das carruagens, através da retirada de bancos. Desde o dia 29 de maio do último ano que a UQE 3515 circula com esta configuração, a título experimental, pelo que a empresa detida pelo grupo Barraqueiro irá optar por alargar a medida às restantes 17 automotoras que diariamente unem as duas margens do rio Tejo.
O interior da UQE 3515 da Fertagus, com menos lugares sentados e varões dispersos pelas carruagens. Imagem retirada do site da Fertagus.
Atualmente, a frota da Fertagus é utilizada numa capacidade próxima dos 100%: das 18 unidades quádruplas elétricas (UQE) atualmente afetas à empresa, 17 são utilizadas nas horas de ponta, sendo que uma fica em manutenção no parque de material circulante em Coina.
Diariamente, a Fertagus transporta cerca de 98 mil passageiros, permitindo a retirada de uma média de 30 mil viaturas por dia da ponte 25 de Abril, o que evita a emissão de 780 mil toneladas de CO2 [dióxido de carbono].