Acidente entre camião e Alfa Pendular corta Linha do Norte em Vale de Santarém

Parte da frente do Alfa Pendular ficou destruída e terá de ser reparada em Contumil. (Direitos reservados)
O estado em que ficou a unidade 4007 da frota do serviço Alfa Pendular. Direitos reservados.

A Linha do Norte está cortada nos dois sentidos devido ao embate entre um camião e um comboio do serviço Alfa Pendular na zona do Vale de Santarém. A composição acidentada, com o número de unidade 4007, saiu do Porto às 16h45 e tinha a sua chegada prevista a Lisboa-Santa Apolónia pelas 19h30.

De acordo com dados divulgados pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) e a PSP de Santarém, há três feridos a registar, bem como uma vítima mortal. Os feridos envolvidos no acidente são o maquinista, o revisor e um passageiro do Alfa Pendular, enquanto a vítima trata-se do condutor do camião.

O acidente ocorreu pelas 18h56 numa passagem de nível automatizada. No local encontram-se 13 operacionais, apoiados por seis veículos.

O comboio Alfa Pendular número 124 circulava a uma velocidade na ordem dos 140 km/h segundos antes do embate. Apenas houve tempo de o maquinista acionar o freio de emergência e proteger os 12 passageiros que circulavam na composição. Apesar de a frente do comboio ter ficado danificada, o maquinista conseguiu escapar ileso.

Os passageiros fizeram transbordo para um autocarro, a fim de completar a sua viagem até Lisboa.

Não há previsão para o restabelecimento da circulação ferroviária, e as circunstâncias do acidente estão a ser investigadas pelas autoridades. De acordo com uma fonte da CP – Comboios de Portugal, que recolheu informações junto da Infraestruturas de Portugal (IP), o mecanismo automático da passagem de nível estava a funcionar no momento em que se deu o acidente.

A Linha do Norte liga as estações de Lisboa-Santa Apolónia a Porto-Campanhã.

Atualização: de acordo com uma nota da IP – Infraestruturas de Portugal, a circulação ferroviária na Linha do Norte foi reposta nas duas vias entre o Setil e Santarém pelas 10h50, mantendo-se restrições de velocidade com afrouxamentos para 60 km/h.

CP retoma paragens no concelho de Ovar a partir de 20 de abril

Créditos da imagem: Nuno Morão.

A CP – Comboios de Portugal vai retomar a partir da próxima segunda-feira as paragens no concelho de Ovar, na sequência do levantamento do cerco sanitário instalado no município devido à pandemia de Covid-19.

Deste modo, os comboios urbanos do Porto da família Porto – Aveiro voltam a parar nas estações e apeadeiros de Esmoriz, Cortegaça, Carvalheira-Maceda, Válega e Ovar, depois de no passado dia 18 de março ter sido decretado o estado de calamidade que obrigou à suspensão dos serviços da CP no concelho. Em contrapartida, mantém-se suprimida em todo o trajeto a família Porto – Ovar, no âmbito do plano de contingência da CP para fazer face ao surto de Covid-19 que tem como base ajustes na oferta tendo em conta a redução da procura global registada nas suas viagens.

Por outro lado, a estação de Ovar volta a ser servida pelos comboios Intercidades, InterRegionais e Regionais com paragem aí programada, nos horários atualmente em vigor.

O concelho de Ovar compreende uma área com cerca de 148 quilómetros quadrados, e desde o passado dia 18 de março que está sujeito a um cerco sanitário com controlo de entradas e saídas no território, tendo como uma das consequências a suspensão de grande parte da atividade económica e a proibição de circulação pública para outros efeitos que não o acesso a bens de primeira-necessidade, apoio médico e assistência a familiares.

Covid-19: Medway sugere isenções e abastecimentos por comboio

Créditos da imagem: Nelso Silva.

A Medway, empresa que resultou da privatização da antiga CP Carga, SA, quer que sejam aplicadas isenções fiscais e de portagem ferroviária, e lembrou que o transporte ferroviário de mercadorias é mais seguro que o rodoviário nas ligações entre Portugal e Espanha.

Em declarações proferidas esta sexta-feira ao jornal Público, o administrador da empresa, Carlos Vasconcelos, espera ter a oportunidade de aproveitar toda a capacidade disponível das vias férreas, com o facto de existirem muitos comboios suprimidos na sequência da pandemia de Covid-19. A ser aplicada, tal medida iria permitir uma redução nos tempos de viagem das tripulações, para que seja possível voltar à estação de origem no próprio dia, evitando assim a necessidade de dormir fora de casa e, consequentemente, estar exposto a um eventual contágio.

“A Medway está preparada para apoiar Portugal e está a assegurar em pleno as cadeias de abastecimento através do transporte ferroviário de mercadorias, tanto em fluxos nacionais como internacionais”, afirmou Carlos Vasconcelos, que acrescentou que a empresa está disponível para fortalecer o transporte de mercadorias por via ferroviária, permitindo uma aproximação das economias de Portugal e Espanha, que enfrentam as mesmas dificuldades.

O administrador da Medway, Carlos Vasconcelos. Créditos da imagem: Sara Matos.

O administrador da Medway aproveitou para lembrar as vantagens do transporte ferroviário de mercadorias face ao rodoviário, na medida em que um comboio com apenas dois motoristas pode transportar o equivalente a 40 camiões com 40 motoristas, uma vez que os maquinistas não precisam de parar em áreas de serviço nem fazer as suas refeições fora das composições. Para além do mais, assim que chegam à fronteira é possível trocar com equipas de outros países, facilitando o regresso a casa e a manutenção de um relativo confinamento.

Porém, se por um lado existem vantagens para a empresa, por outro tal acarreta custos para o Governo, que propôs à Medway a aplicação de medidas extraordinárias em tempos de crise. Assim, Carlos Vasconcelos pede que as empresas ferroviárias de transporte de mercadorias sejam isentas do pagamento da taxa de uso (portagem ferroviária) e taxa de capacidade pedida e não utilizada. Esta última situação aplica-se quando a empresa IP – Infraestruturas de Portugal, gestora da rede ferroviária nacional, solicita um canal horário para um comboio que posteriormente é suprimido, face a alterações de atividades programadas, na sequência do surto de Covid-19. Esta medida está já em vigor em países como a Alemanha, a Suíça, a Holanda e a França.

Entre outras formas de conter a situação atual, também constam reivindicações como a isenção ou redução fiscal no que toca ao custo da energia elétrica e combustíveis, bem como a isenção da taxa de estacionamento de material circulante no que toca à redução prevista da atividade.

Por fim, Carlos Vasconcelos também pede isenções fiscais ou o adiamento do pagamento de impostos e linhas de crédito no apoio aos terminais rodo-ferroviários.

De acordo com o administrador da Medway, estas medidas têm como objetivo apoiar quase em exclusivo a tesouraria e a sustentabilidade económica das empresas ferroviárias, de modo a enfrentar a ameaça provocada pela pandemia de Covid-19.

Na última segunda-feira, Carlos Vasconcelos explicou à agência de notícias Lusa que atualmente o impacto da crise na empresa ainda é reduzido tanto no segmento a granel como nos contentores. Em março foram suprimidos 8% dos comboios programados, sendo que existem outros fatores externos à empresa que ditam o cancelamento de viagens. Em relação aos comboios suprimidos, o presidente da Medway explica que não se registou nenhum impacto negativo nem positivo, mas houve um novo interesse pelo transporte ferroviário, já que tem sido registado um aumento de contactos com questões sobre o serviço e as suas condições.

Ao jornal Público, o presidente da Medway aproveitou para deixar um recado à Infraestruturas de Portugal: “o plano de investimento em curso Ferrovia 2020 não pode parar nem desacelerar, pelo contrário é essencial que seja mantido e cumprido, assegurando que o país ficará munido de capacidade de infra-estrutura ferroviária que tão necessária será para a recuperação económica”.

Atualmente, a Medway conta com uma média de 100 comboios diários, tendo capacidade para fazer mais quatro entre Portugal e Espanha, perfazendo uma capacidade média de 3000 toneladas. No entanto, esta média pode chegar às 6000, caso seja atingida a capacidade máxima das viagens de ida e volta.

Votos de uma boa Páscoa para todos

Que esta Páscoa seja recheada de coisas boas, na segurança dos vossos lares e junto de todos aqueles que amam.

Vivemos tempos difíceis, motivados pelas circunstâncias que todos nós conhecemos, o que obrigou a alterações nas nossas rotinas. Mas há que manter a esperança, e se fizermos a nossa parte melhores tempos virão.

Nestes dias, é nos pedido que permaneçamos no conforto e segurança dos nossos lares. Porém, o país não pode parar, e é necessário assegurar a mobilidade de todos aqueles que por estes dias se precisam de deslocar. Neste sentido, há que destacar o papel dos ferroviários e outros profissionais ligados ao setor dos transportes, que são obrigados a deixar as suas famílias para servirem a população, correndo o risco de contágio. Mas este pesadelo irá acabar em breve. Basta acreditar, e fazer os possíveis para que tudo aconteça.

A quem puder, fiquem em casa, e mantenham-se protegidos.

Uma boa Páscoa para todos vós!

Nova série portuguesa com cenário nas estações de Porto-São Bento e Lisboa-Santa Apolónia

Recentemente começou a ser exibida uma nova série portuguesa intitulada “A Espia”. Parte do enredo desenrola-se nas estações de Porto-São Bento e Lisboa-Santa Apolónia.

A IP – Infraestruturas de Portugal apoia a produção televisiva nacional, tendo disponibilizado os espaços para as filmagens.

O enredo da série centra-se na vida dos espiões durante a Segunda Guerra Mundial em Portugal, e pode ser acompanhada todas as quartas-feiras pelas 21 horas na RTP1, estando o primeiro episódio disponível na plataforma de conteúdos RTP Play.

Sinopse da série “a espia”

Durante a Segunda Guerra Mundial operaram em Portugal diversas redes de espionagem. A ESPIA acompanha uma dessas redes, a rede Shell, liderada pelos britânicos, em Portugal entre 1941 e 1942, e que previa um plano de destruição de lugares-chave do país e de contraespionagem no caso de o País ser invadido pelos Alemães. A Produtora inspirou-se na rede Shell e em parte dos seus operacionais para criar duas espias: Maria João e Rose Lwason – Daniela Ruah e Maria João Bastos.

As protagonistas estão no centro de um tabuleiro de xadrez diplomático cujas jogadas são efetuadas em festas luxuosas, partidas de golfe, sabotagens, casinos, mensagens em código e assassinatos.

Para além das figuras femininas deste mundo misterioso, a série retrata também alemães e ingleses que lutam pelos seus interesses nacionais na vida noturna lisboeta e membros da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE) e da Legião Portuguesa que tentam manter a neutralidade do país e a sua sobrevivência, num dos maiores conflitos mundiais que a Humanidade já testemunhou.

Filmada entre maio e julho de 2019, em Lisboa, Porto, Curia, Tomar, Figueira da Foz e Santiago de Compostela, a série foi escrita por Pablo Iraola, Raquel Palermo, Cláudia Clemente, Martim Baginha Cardoso, Pandora daCunha Telles e Snir Wein, a partir de uma ideia de Pandora da Cunha Telles, desenvolvida inicialmente por Rui Cardoso Martins e José de Pina. Com produção da UKBAR Filmes e realização de Jorge Paixão da Costa. 

Lançado concurso para empreitada na Linha da Beira Alta

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Créditos da imagem: Ruben Ramalho

No dia 30 de março foi publicado no Diário da República o concurso referente à modernização do troço Mangualde – Celorico da Beira, na Linha da Beira Alta. A empreitada tem um custo de 103 milhões de euros e insere-se no Programa de Modernização da Rede Ferroviária Nacional – Ferrovia 2020.

O projeto contempla a requalificação integral deste troço de 34 quilómetros sobre o canal atual da Linha da Beira Alta. Para o efeito, serão feitos trabalhos de substituição completa da superestrutura de via, utilizando travessas monobloco polivalentes em betão e carril 60 E1, e será alterado o layout das estações de Gouveia e Fornos de Algodres, de modo a permitir o cruzamento de comboios com 750 metros de comprimento e melhorar as condições de exploração.

Do mesmo modo, estão previstos trabalhos de reabilitação dos sistemas de drenagem, construção de obras de passagens superiores e inferiores adaptadas às instalações fixas de tração elétrica, e construção de infraestruturas de base para sinalização e telecomunicações RCT+TP.

Para além do troço Mangualde – Celorico da Beira, a IP – Infraestruturas de Portugal tem mais quatro empreitadas ligadas à Modernização da Linha da Beira Alta que estão em concurso ou em fase de contratação, representando um investimento global superior a 430 milhões de euros:

– Troço Pampilhosa-Santa Comba Dão (34 quilómetros) | Construção da Concordância da Mealhada (Ligação, com 3,2 quilómetros, entre a Linha do Norte e a Linha da Beira Alta) – Preço Base 80M€;
– Troço Cerdeira-Vilar Formoso (25 quilómetros) – Preço Base 50M€;
– Troço Celorico da Beira-Guarda (46 quilómetros) – Preço Base 90,4M€;
– Troço Santa Comba Dão-Mangualde (40 quilómetros) – Preço Base 112,2M€.

Em desenvolvimento está a intervenção da modernização do troço entre Guarda e Cerdeira, com 14 quilómetros de extensão, orçamentado em 8,7 milhões de euros.

Estas intervenções constituem uma importância fundamental na requalificação do caminho-de-ferro em Portugal, num percurso que faz parte do Corredor Internacional Norte e cuja concretização poderá potenciar a dinamização do transporte ferroviário, nas ligações inter-regionais e na ligação a Espanha.

A Linha da Beira Alta é considerada a principal ligação ferroviária à Europa e integra a rede “core” da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) e o Corredor Ferroviário de Mercadorias nº 4.

Ainda no âmbito do Plano de Investimentos Ferrovia 2020 constam outros projetos prioritários, como é o caso é o caso da ligação Porto/Aveiro – Vilar Formoso, através da Linha da Beira Alta, que procura reforçar a ligação do Norte e Centro de Portugal com a Europa por caminho-de-ferro, para que seja viabilizado o transporte de mercadorias eficiente e se potencie o aumento da competitividade da economia nacional.

A Empreitada do Troço Mangualde – Celorico da Beira integra a Ação 2015-PT-TM-0395-M – Ligação Ferroviária Aveiro-Vilar Formoso no Corredor Atlântico: Linha da Beira Alta (Pampilhosa-Vilar Formoso), e foi aprovada no âmbito do Programa CEF (Mecanismo Interligar a Europa), representando uma taxa de cofinanciamento de 85%.

União Europeia financia ligação Madrid – Lisboa

Créditos da imagem: David Gubler.

A União Europeia vai disponibilizar fundos comunitários destinados à melhoria das ligações ferroviárias de alta velocidade em Espanha. No total, serão investidos cerca de 265 milhões de euros entre as cidades espanholas de Plasencia, Cáceres e Badajoz, que integram o corredor atlântico RTE-T e abrange a rota Madrid – Lisboa, com uma extensão de 715 quilómetros.

Este cofianciamento da União Europeia faz parte de um pacote de 1,4 mil milhões de euros em projetos do Acordo Verde Europeu anunciado em meados de março pela Comissária para a Coesão e Reforma Elisa Ferreira e que beneficia sete estados-membros.

A bitola que irá ser utilizada no denominado Corredor Atlântico mede cerca de 1668 mm, desenhados para um futuro reajustamento para 1435 mm. O percurso será utilizado por comboios de passageiros e de mercadorias, com troços que suportam uma velocidade máxima de 300 km/h. Para a eletrificação irá ser utilizado o sistema ETCS Nível 2.

Em 2019, a ADIF, entidade que gere as infraestruturas ferroviárias em Espanha, esperava inaugurar serviços de alta velocidade recorrendo a comboios bi-modo. Porém, será em 2023 que estes comboios deverão efetuar serviços diurnos entre Madrid e Lisboa, percorrendo linhas renovadas. Enquanto isso, estão a ser finalizados os trabalhos destinados a um alinhamento da alta velocidade no extremo leste do corredor que liga Plasencia a Madrid, via Toledo. Inicialmente, espera-se que os comboios utilizem a nova linha existente.

O financiamento europeu do Corredor Atlântico decorre na sequência de uma pressão política de Bruxelas para que sejam feitas melhorias nos serviços ferroviários na Península Ibérica, em particular os que passam pela fronteira entre Portugal e Espanha.

No lado português está a ser construída uma nova secção entre o porto de Sines e Badajoz, naquele que é vulgarmente conhecido como o Corredor Internacional Sul.

CP suprime comboios de longo curso no período da Páscoa

Créditos da imagem: Ruben Ramalho

A CP – Comboios de Portugal vai suspender a circulação dos comboios de longo curso entre os dias 09 e 13 de abril, na sequência das restrições aplicadas às deslocações em território nacional para fazer face ao surto de Covid-19.

Na prática, os comboios do serviço Alfa Pendular vão ficar parados, e no serviço Intercidades apenas circularão comboios de Lisboa para Évora e de Casa Branca para Beja, uma vez que nestes eixos não existe serviço regional. Por outro lado, não irão existir ligações entre Lisboa e Faro. No site da CP já foram divulgados os horários dos comboios Intercidades que circulam por estes dias.

Ainda assim, será possível circular entre Lisboa e o Porto, mas apenas através dos comboios regionais, que param em quase todas as estações e apeadeiros e na maioria dos casos, obrigam a transbordo, pelo que as viagens demorarão entre cinco e seis horas. O mesmo acontece na linha da Beira Alta, cujas viagens entre Lisboa e a Guarda demorarão até nove horas, e entre cinco e seis horas no percurso Lisboa – Covilhã.

Estes não são os primeiros cortes feitos pela CP em pleno cenário de epidemia. Anteriormente, a transportadora portuguesa já tinha reduzido a oferta regular em 55% nos Alfas Pendulares, 85% nos Intercidades e 80% nos suburbanos. O novo plano de contingência garante uma oferta em 30% na generalidade dos comboios suburbanos e regionais.

Para além da redução da oferta, a CP também eliminou o serviço de bar e tem procedido à desinfeção das carruagens, de modo a proteger os maquinistas e os passageiros que por estes dias precisam de se deslocar.

Outra medida implementada pela empresa consiste na possibilidade de adquirir títulos de transporte para os comboios regionais e inter-regionais através do site e da aplicação da CP, quando anteriormente tal era possível apenas para os serviços Alfa Pendular e Intercidades. A redução da oferta em 25% ditou uma quebra de receitas na ordem dos 95%.

Em comunicado, a CP alerta os clientes “para a necessidade de cumprimento das regras de recolhimento domiciliário e da limitação à circulação no período da Páscoa, num contributo essencial para evitar a transmissão do vírus e conter a expansão da doença Covid-19”.

Num vídeo publicado recentemente na página da CP no Facebook, a empresa solicita aos passageiros que adiem os seus planos e fiquem em casa, esperando que brevemente a situação normalize, para que seja possível descobrir Portugal de comboio sem preocupações.

Infraestruturas de Portugal adjudica empreitada de modernização da Linha do Oeste

A estação de Torres Vedras, em outubro de 2011. Créditos da imagem: Tiago Miranda.

A Infraestruturas de Portugal (IP) adjudicou recentemente a empreitada para a modernização da Linha do Oeste, entre as estações de Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras. O projeto está orçamentado em 61,5 milhões de euros e faz parte do Programa Ferrovia 2020.

O objetivo desta obra passa por eletrificar e requalificar este troço de 43 quilómetros, envolvendo os seguintes trabalhos, mencionados no site da IP:

• Criação de dois desvios ativos, com uma extensão total de 16 quilómetros, para permitir o cruzamento de comboios sem necessidade de paragem;
• Desvio ativo 1: com cerca de 10 quilómetros, entre a estação de Mira Sintra-Meleças e o apeadeiro de Pedra Furada;
• Desvio ativo 2: com cerca de 6 quilómetros, entre a estação da Malveira e o quilómetro 44,3 (a sul do Túnel da Sapataria);
• Eletrificação integral do troço no sistema 2 x 25kV – 50 Hz;
• Trabalhos de beneficiação em cinco estações e seis apeadeiros, com a criação de acessos para pessoas com mobilidade condicionada às plataformas de passageiros e alteamento das plataformas;
• Automatização e supressão de Passagens de Nível;
• Construção de nove passagens desniveladas;
• Reabilitação estrutural e rebaixamento da plataforma ferroviária para colocação da catenária nos túneis de Sapataria, Boiaca, Cabaço e Certã;
• Instalação de Sinalização Eletrónica, Telecomunicações e GSM-R (a presente empreitada a lançar tem a cargo a execução de caminhos de cabos, preparação de salas técnicas e instalação de antenas);
• Instalação do Sistema de Retorno de Corrente de Tração e Terras de Proteção.

O contrato desta empreitada será remetido para o Tribnal de Contas, de modo a obter o necessário Visto Prévio para o início dos trabalhos. Após a atribuição de luz verde terão início a consignação da empreitada e os trabalhos no terreno.

Após a eletrificação e modernização do troço Mira Sintra-Meleças – Torres Vedras terá início a segunda empreitada, correspondente à eletrificação e modernização do troço Torres Vedras – Caldas da Rainha. No total, serão investidos cerca de 155 milhões de euros comparticipados por Fundos da União Europeia, através do Portugal 2020. no âmbito do COMPETE 2020, englobando o desenvolvimento de Estudos e Projetos, a execução de duas Empreitadas de eletrificação, via-férrea, construção civil e obras geotécnicas.

Do mesmo modo, serão desenvolvidas empreitadas referentes à construção de passagens superiores e inferiores, bem como estruturas de proteção e estabilização da plataforma, a modernização e adaptação dos cais de passageiros, a conceção e execução de uma subestação de tração e de postos autotransformadores, e a realização de seis Empreitadas para a Sinalização e Telecomunicações.

Com a modernização da Linha do Oeste, entre Mira Sintra-Meleças e Caldas da Rainha, pretende-se melhorar a eficiência e competitividade do sistema ferroviário, ao aumentar a capacidade, segurança e fiabilidade da exploração e pela redução dos tempos de trajeto.

Ainda de acordo com a IP, durante a execução da empreitada serão implementados os Planos de Contingência de mitigação da situação epidemiológica provocada pela COVID-19 definidos pela IP e pela empresa que irá executar os trabalhos.

O projeto integra a candidatura aprovada pelo COMPETE 2020, com a designação “Linha do Oeste – Modernização do Troço Meleças-Caldas da Rainha”, na qual se prevê um financiamento comunitário de 85%.

Covid-19: desinfecção das carruagens e estações da CP e Metro de Lisboa

Créditos da imagem: José Carlos Barbosa.

Os efeitos da pandemia do novo surto de Coronavírus (Covid-19) leva as operadoras de transporte a tomarem medidas drásticas. Uma dessas medidas passa pela desinfecção das estações e das carruagens, com foco nas partes mais utilizadas pelos passageiros e profissionais (cabines de condução, casas-de-banho, bancos, varões, pegas, vidros, mesas, compartimentos de bagagem, etc.), através da utilização do produto Microbe Shield Z-71 da marca Zoono.. Neste artigo, mostramos imagens da CP – Comboios de Portugal e do Metropolitano de Lisboa referentes a esta operação.

No caso da CP, as operações de desinfecção têm sido reforçadas desde o passado dia 16 de março. Como tal, foram adquiridos 32 pulverizadores a ditribuir pelos vários parques de manutenção e oficinais. Estes equipamentos vêm abastecidos com produtos desinfetantes recomendados pela Direção-Geralde Saúde (DGS), aplicados nos mais de mil veículos ferroviários da CP, nomeadamente carruagens, locomotivas e automotoras. A evolução da situação de pandemia tem sido acompanhada em permanência pela CP, em conjunto com as autoridades e a tutela governamental, de modo a ajustar a operação face às necessidades e exigências de cada momento.

Um vídeo da CP – Comboios de Portugal mostrando a operação de desinfecção do material circulante. Retirado do Facebook da empresa.
Desinfecção das carruagens do serviço Alfa Pendular. Vídeo retirado do Facebook da CP.

No caso do Metropolitano de Lisboa, foi concluída a primeira fase da desinfecção do material circulante e das estações através da aplicação deste produto. Esta medida teve início na estação de Telheiras (linha Verde) no dia 15 de março e durou até dia 19 do mesmo mês.

O produto Microbe Shield Z-71 é uma nova e disruptiva tecnologia de desinfeção física, inócua para os humanos e animais mas mortal para uma ampla variedade de bactérias, fungos, leveduras e vírus, nomeadamente o coronavírus que causa a COVID-19. De acordo com a empresa, o produto foi testado segundo a norma europeia EN14476 para várias estirpes de coronavírus, tendo revelado uma eficácia superior a 99,99% ao fim de 5 minutos.

Nos comboios o desinfetante foi aplicado nas cabines de condução do maquinista e nos salões de passageiros, nomeadamente nos bancos, varões, pegas, vidros e outras superfícies. Nas estações, foi aplicado nos corrimões das escadas fixas e mecânicas, mobiliário de estação, máquinas automáticas de venda de títulos de transporte, cabines e postos de venda, elevadores e outras instalações.

A aplicação deste produto foi feita através de nebulização nos espaços, com equipamento de nebulização elétrico. Não contém álcool nem produtos químicos nocivos, e é mais eficaz que os outros desinfetantes com uma ação duradoura e prolongada, com o efeito biocida a manter-se ativo durante 30 dias.

Depois da aplicação, o produto deixa uma camada microscópia de “espinhos” que destroem os microrganismos. A limpeza de rotina não interfere com a sua ação, reforçada todas as semanas com o mesmo produto, mas através de aplicação manual, nas superfícies mais críticas.

Acrescenta a empresa que o produto é aplicado por uma equipa especializada e especificamente formada, supervisionada pelo representante da Zoono em Portugal, com o efeito biocida ativo do produto a ser monitorizado pelo representante da empresa.

Além disso, a limpeza de rotina não interfere com a sua ação, reforçada semanalmente com o mesmo produto, e através de aplicação manual nas superfícies mais críticas.

Um vídeo do Metropolitano de Lisboa mostrando o processo de desinfecção das estações e do material circulante. Vídeo de Pedro Vilela Lopes, retirado do Facebook da empresa.