Metro do Porto retoma a normalidade na segunda-feira após reparação dos travões dos veículos

Um veículo do tipo Tram-train em Campanhã, iniciando mais uma viagem na linha C com destino ao Fórum da Maia. Créditos da imagem: Tiago Miranda, via Flickr.

O Metro do Porto retoma na próxima segunda-feira a sua normal disponibilidade de viaturas e cumprimento de horários, após a conclusão da reparação do equipamento de apoio à travagem de emergência.

De acordo com um comunicado citado pela agência Lusa, a empresa revela que “até ao final desta semana, os trabalhos de manutenção programada na frota Tram-train ficam concluídos, permitindo que, a partir de segunda-feira, com todas as unidades operacionais, seja retomada a disponibilidade habitual de veículos”. Para além disso, será possível fixar o limite de velocidade para 80 quilómetros por hora nestas composições, que estavam com problemas na fixação dos patins eletromagnéticos de apoio à travagem de emergência.

Assim, a Metro do Porto garante que voltará a haver “um cumprimento dos horários, na medida em que deixa de ser necessário realizar inspeções aos veículos no início de cada viagem”, e que à partida existirá “um desvio face ao planeado”, no que toca à recuperação da normalidade da circulação do Metro. Em consequência, na hora de ponta da tarde um dos serviços será efetuado com uma unidade simples, em vez de uma composição dupla.

Recorde-se que no passado dia 02 de janeiro um dos veículos da Metro do Porto, da tipologia Tram-train, descarrilou na estação de Campanhã, o que levou à interrupção do troço entre Heroísmo e Estádio do Dragão, sem contudo causar feridos. O acidente está relacionado com problemas no sistema de travagem.

Dois mortos após descarrilamento de comboio de alta velocidade em Itália

Composição circulava entre as estações de Frecciarosa e Salerno, na linha Milão-Bolonha. Créditos da imagem: Miguel Medina/Agence France-Presse — Getty Images.

A manhã desta quinta-feira, dia 06 de fevereiro, foi de sobressalto para o setor ferroviário italiano. Um comboio de alta velocidade que fazia a ligação entre as estações de Frecciarossa e Salerno descarrilou, tendo colidido com outra composição, mas do serviço regional, em Lodi, no norte de Itália.

O descarrilamento deu-se por volta das 05h35 na província de Lodi, praticamente 25 minutos após ter iniciado a sua marcha. Ao todo, seguiam a bordo 33 passageiros naquela que foi a primeira ligação do dia na linha Milão-Bolonha, de acordo com o jornal italiano Corriere Della Sera.

Do acidente, resultaram dois mortos e 31 feridos. As vítimas mortais eram o maquinista e um funcionário da empresa State Railways, cujos corpos acabaram por ser projetados a centenas de metros do local do acidente. Por outro lado, os feridos foram transportados para os hospitais de Lodi, Melegnano, Crema, Placência, Castel San Giovanni e Humanitas, em Milão, sendo que nenhum deles corre risco de vida.

De acordo com análises efetuadas depois do acidente, a locomotiva do comboio foi a primeira a descarrilar, tendo colidido com a carruagem de outro comboio, que estava estacionado numa via paralela, bem como contra um edifício situado junto à linha férrea. Já as restantes carruagens do comboio continuaram a circular durante alguns metros, até ao descarrilamento de uma segunda carruagem, de acordo com o jornal La Repubblica.

O mesmo jornal refere que ambas as duas composições circulavam com atraso na altura em que se deu o acidente: enquanto o atraso do comboio de alta velocidade rondava uma hora, o comboio regional circulava entre 10 e 15 minutos atrasado. Ambos pertenciam à companhia Trenord.

Em declarações aos meios de comunicação social, o presidente da autarquia de Lodi afirmou que só o facto de este ter sido o primeiro comboio do dia evitou “uma carnificina”.

Após a ocorrência, os meios de socorro chegaram de forma imediata ao local, tendo estado envolvidos dezenas de veículos de emergência, incluindo dois helicópteros.