O Metropolitano de Lisboa vai expandir a sua rede para a zona ocidental da cidade. De acordo com a TVI, a linha vermelha vai ser prolongada a Alcântara, passando por Amoreiras, Campo de Ourique e Infante Santo.
Esta extensão tem um custo orçamentado em 400 milhões de euros e irá beneficiar milhares de cidadãos, proporcionando ganhos ambientais em termos de mobilidade, tempo e meio ambiente, sem necessidade de utilizar muitas vezes o automóvel. Ao mesmo tempo, este prolongamento irá aproximar os portugueses e os turistas ao rio Tejo. A obra deve arrancar em 2021 e estar concluída em 2024.
O plano de extepansão da linha vermelha do metro a Alcântara. Imagem retirada do site da TVI.
Segundo a TVI, este é um projeto articulado entre o Ministério das Infraestruturas e a Câmara Municipal de Lisboa, e faz parte de um conjunto de investimentos que estão a ser preparados pelo Ministério do Ambiente.
A ideia é relançar a economia após a pandemia de Covid-19 e criar uma relação estratégica que permite uma harmonia entre a economia e o ambiente.
A União Europeia vai disponibilizar fundos comunitários destinados à melhoria das ligações ferroviárias de alta velocidade em Espanha. No total, serão investidos cerca de 265 milhões de euros entre as cidades espanholas de Plasencia, Cáceres e Badajoz, que integram o corredor atlântico RTE-T e abrange a rota Madrid – Lisboa, com uma extensão de 715 quilómetros.
Este cofianciamento da União Europeia faz parte de um pacote de 1,4 mil milhões de euros em projetos do Acordo Verde Europeu anunciado em meados de março pela Comissária para a Coesão e Reforma Elisa Ferreira e que beneficia sete estados-membros.
A bitola que irá ser utilizada no denominado Corredor Atlântico mede cerca de 1668 mm, desenhados para um futuro reajustamento para 1435 mm. O percurso será utilizado por comboios de passageiros e de mercadorias, com troços que suportam uma velocidade máxima de 300 km/h. Para a eletrificação irá ser utilizado o sistema ETCS Nível 2.
Em 2019, a ADIF, entidade que gere as infraestruturas ferroviárias em Espanha, esperava inaugurar serviços de alta velocidade recorrendo a comboios bi-modo. Porém, será em 2023 que estes comboios deverão efetuar serviços diurnos entre Madrid e Lisboa, percorrendo linhas renovadas. Enquanto isso, estão a ser finalizados os trabalhos destinados a um alinhamento da alta velocidade no extremo leste do corredor que liga Plasencia a Madrid, via Toledo. Inicialmente, espera-se que os comboios utilizem a nova linha existente.
O financiamento europeu do Corredor Atlântico decorre na sequência de uma pressão política de Bruxelas para que sejam feitas melhorias nos serviços ferroviários na Península Ibérica, em particular os que passam pela fronteira entre Portugal e Espanha.
No lado português está a ser construída uma nova secção entre o porto de Sines e Badajoz, naquele que é vulgarmente conhecido como o Corredor Internacional Sul.